terça-feira, 14 de abril de 2009

Quero ser Jedi também!!!

Entre tantas outras influências que povoaram meu imaginário durante a infância, o universo de Star Wars era o mais forte. Conhecer essa obra prima foi um divisor de águas na minha vida: assistindo aquela fita VHS que meu primo tanto adorava, encontrei todos os elementos do que, em minha modesta opinião, fazem uma boa aventura: ação, heroismo, pitadas de comédia, um vilão fudido, um cenário complexo e batalhas épicas. A partir daquele momento, nasceu em mim o nerd incurável que até hoje enche a paciência dos amigos discutindo sobre anéis de projeção mental e garras de adamantium.

Essa história foi contada para ilustrar o que senti quando vi a nova animação Star Wars: Clone Wars, exibida pelo Cartoon Network e, recentemente, nas manhãs da TV Globo. Puta que pariu, estava tudo lá! Num ritmo frenético, mas bem construído, o desenho narra os eventos ocorridos entre os filmes II e III, conhecidos como as Guerras Clônicas. Apesar disso, a série não se prende nos heróis da série cinematográfica, mas expande esse universo apresentando novos personagens e lugares, como o mestre jedi Fisto e o esconderijo do gen. Grievous. Fazia tempo que eu não passava o tempo me imaginando como Jedi, apesar dos meus 20 e poucos anos fazerem essa afirmação parecer um pouco estranha.


Dedico o post a Felipe "Frodo", o primo tão viciado em Star Wars quanto eu.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Watchmen


Apesar do preço salgado (motivo de algumas brigas com minha namorada, inclusive), vale muito a pena desenbolsar os 120 paus e comprar Watchmen - Edição definitiva! O trabalho está muito caprichado, capa dura, a impressão ficou belíssima, e trás também um apêndice onde Allan Moore e Dave Gibbons, respectivamente o escritor e o desenhista da HQ, descrevem um pouco do processo de criação dessa obra-prima.

Para quem não sabe do que estou falando, Watchmen é considerada um marco nas histórias em quadrinhos por sua originalidade e temática adulta, proporcionando ao leitor uma reflexão: se realmente existissem super-heróis, que influência eles teriam na história da humanidade? Recentemente a HQ foi adaptada para o cinema pelas mãos do diretor Zack Snider, que fez um excelente trabalho.

Em minha modéstia opinião, essa é a melhor história em quadrinhos escrita até hoje (e que acha ao contrário, tem um espaço no fim do post para se maniifestar, ou seja, não é necessário jogar ovos na minha casa, entre outros atos terroristas que possam acontecer). Por isso, não vou rasgar elogios com medo de cair na breguice. Mas quer um conselho: a HQ é imperdível, leia!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Um pouco de mim

Em frente a minha casa existe um terreno baldio. Um pouco maior que um campo de futebol, mal cuidado, inclusive fonte de diversas pragas como ratos e baratas. Mesmo assim o “mato”, como é conhecido, foi cenário de muitos bons momentos da minha infância.
Lembro-me do lugar cheio de crianças soltando pipa, brincando de guerra de mamonas, e caçando algum bicho peçonhento. Quando aquele campo era usado para criar cavalos, certa vez ri por horas quando vi os equinos se acasalando.
Para desespero das mães, o “mato” também era usado como teste de coragem entre os garotos. Adentrar no terreno a noite para buscar uma bolinha perdida durante um jogo de taco era apenas para os mais desbravadores. Desnecessário dizer que nossas progenitoras odiavam ver seus filhos no terreno, a mercê de diversas doenças.
Há alguns dias disseram-me que a situação do “mato” foi regularizada e será construído um condomínio no local. Fiquei triste com a notícia, mas sorri imaginando que, no futuro, encontrarei as crianças do condomínio e direi: “sabia que tudo isso já foi coberto de mato?”

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Nós amamos Katamari!!

Aqui vai uma dica pra quem gosta de jogos despretenciosos, divertidos e relaxantes: We Love Katamari, para PS2. É um passatempo viciante, no qual você comanda um alienígena empurrando uma bola (a tal katamari), que atrai as coisas menores que ela, fazendo-a crescer. Nosso herói começa pegando clips e borrachinhas, e quando você vê tem uma montanha grudada na katamari.
A trilha sonora do game é outro atrativo. Muito animada, as músicas combinam perfeitamente com o rítmo do jogo. Algumas horas em frente a TV e você já se pega cantarolando: nana, nanananananana!
Os gráficos de We Love Katamari também são maravilhosos. Colorido e estiloso, o visual do game é muito agradável, não cansando a visão mesmo após muitas horas de jogo (testado pessoalmente).
Por fim, para aquelas horas que você está de saco cheio da vida (ou só está esperando sua namorada se trocar para sairem juntos), pegue sua katamari e comece o caos no mundo!

P.S.: Agradecimento especial ao pessoal do meu trabalho, que me presenteou com esse tesouro!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O reverendo da vida imunda


Forte como um soco na cara, excitante como uma briga de rua e prazeroso como um copo de cerveja no verão. Esse é Preacher, série de HQs escrita por Garth Ennis (que fez do Justiceiro o ótimo personagem que é hoje) e desenhada por Steven Dillon. A revista conta a história do reverendo Jesse Custer, que possuído por uma entidade foragida do paraíso, chamada Gênesis, recebeu o poder de fazer com que qualquer pessoa o obedeça. O que não deixou o pessoal do Paraíso nada satisfeito, e colocou os Céus atrás do reverendo fanfarrão, seu amigo vampiro e sua namorada assassina...

Com personagens cativantes e uma narrativa rápida , Preacher lembra muito os filmes do Tarantino, onde é difícil saber quem é mocinho ou bandido. Se você se sente incomodado com imoralidade, desencane e vá ler Superman. Ennis explora o lado mais sombrio dos humanos, mostrando uma realidade crua, limitada apenas a imaginação dos caras maus.

Por fim, para quem gosta de temas sombrios, histórias cheias de ação e sarcasmo, Preacher é um prato cheio. Se não acredita em mim, a série só ganhou o prêmio Eisner de Melhor História Contínua, Melhor Roteirista e conferiu a Glenn Fabry o de Melhor Capista.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Pra esquentar...



Para abrir o blog, decidi começar por uma HQ que me fez matar saudade dos tempos de boas histórias Homem Aranha: Caído entre os mortos, de Mark Millar (o mesmo do O Procurado). Na história, após a prisão do Duende Verde (o que rendeu a Peter alguns machucados e gastos com analgésico), tia May é sequestrada e o amigão da vizinhança tem que correr atrás do tempo para salvá-la, além de descobrir quem o sacaneou. Até aí, sem novidade. Porém, a humanidade que Millar pôs no personagem, que em seu desespero faz aliança até com alguns vilões, me fez lembrar do tempo em que o Aranha comia cachorro-quente com o Demolidor, num dos becos da Cozinha do Inferno. Apesar de despretenciosa, a história traz elementos que há muito eu não via numa revista do Araquinídeo, como um herói adulto, desesperado e cansado, contrastando com aquela visão do Peter adolescente, cheio de vigor. Vê-lo cuidar das contas de casa, trabalhar, e encontrar tempo para bater em supervilões é espetacular.

Digo tudo isso pois há algum tempo me decepciono com o que a Marvel com um dos meus personagens favoritos, transformando-o num Peter Pan e bagunçando toda sua cronologia. Não falo por saudosismo, mas toda vez que acontece algo na vida do Aranha que representa envelhecimento, os caras dão um reset. Já sumiu uma filha, tia May já reviveu diversas vezes (sem falar do Harry), e recentemente acabaram com o casamento do cara. Vejo isso como um desrespeito ao leitor, que está cansado de engolir pactos com o Mephisto, clones e fugas miraculosas. Se a desculpa é atrair novos leitores, o universo Ultimate está aí para isto.