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sábado, 21 de agosto de 2010

O ingrediente “secreto”

Qual o grande segredo para uma boa história de ação? Um brucutu matador? Explosões e tiroteios? Um bom roteiro? (não, com certeza não é este último item – rs). Na minha humilde opinião, apesar de cada um desses aspectos terem seu grau de importância, o principal é ter personagens carismáticos.

Não há nada mais insosso do que um blockbuster eletrizante, mas com um coadjuvante que não nos desperta o sentimento de felicidade quando vemos o cara inteiro, mesmo depois de uma troca exagerada de balas com o exercito de uma republiqueta ou um ciborgue futurista. Não são milhões de dólares gastos em efeitos especiais ou chamar o Vin Diesel para o elenco que garante o sucesso.

O que me despertou a vontade de escrever sobre isso foi assistir o episódio-piloto da série ointentista Esquadrão Classe A (ou A-Team, se preferir). Apesar da trama não ser a mais genial – salvar um jornalista preso por uma milícia mexicana – os personagens são tão cheios de carisma que a sequência prende o espectador. E, com absoluta certeza, o orçamento daquilo não era dos melhores.

O mais importante de um filme de ação “não é ter muitas confusões”, como diria o narrador da Sessão da Tarde. Mas um herói ou heroína (Lara Croft, te amamos!) que deixaria o espectador triste se morresse no final.

domingo, 4 de julho de 2010

A hora de doar os brinquedos

Recentemente fui ver Toy Story 3. No filme, Andy vai para a faculdade e precisa decidir o destino dos seus brinquedos. O que não é fácil, visto que os mesmos foram protagonistas de muitos momentos felizes de sua vida.

Deixar no passado certas coisas que nos proporcionaram alegrias não é fácil. Mas a vida não é um cesto elástico com espaço pra tudo. Para crescer, faz-se necessário livrar de alguns costumes e pensamentos, antes que o cesto fique pesado demais para carregar e impossibilite a obtenção de coisas novas.

É claro que na teoria é fácil. Muitas vezes, embarcar numa aventura adolescente se mostra bem mais promissor do que um “não, obrigado”. Mas viver como um adulto não é só ter um trabalho, poder dirigir ou possuir seu próprio cartão de crédito. É aceitar suas responsabilidades como pessoa e cidadão, desenvolver sua empatia e ajudar a construir um mundo para as próximas gerações. E doar os brinquedos, assim como Andy.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O novo não substitui o velho

Uns dias atrás eu estava de bobeira e peguei o primeiro Super Mario Bros. pra jogar. Como aquilo é divertido! Pular nas tartarugas, pegar cogumelos, se esquivar de buracos infinitos...passei quase duas horas apreciando o jogo (até porque, minhas vida acabaram).

Apesar desse papo saudosista, gosto muito do trabalho dessa nova geração de consoles, que a cada dia se aprimora e nos surpreende. Porém, o charme dos 16 bits vem chamando cada vez mais atenção, visto a quantidade de vídeos e adaptações que aparecem todos os dias na internet. Até revistas especializadas em jogos antigos começam a aparecer nas bancas.

Acredito que os games de hoje (para PS3 e Xbox360) em relação aos da geração "SuperNes" são tão diferentes que tornaram-se conceitos distintos. Não só pela questão gráfica, mas em jogabilidade. Além disso, temos também os consoles com sensores de movimento, como o Wii e o esperado Project Natal, que oferecem uma nova experiência ao velho gamer.

Comparando de forma grosseira, os video games são como a música: apesar do constante surgimento de boas bandas, os clássicos continuam tocando nas rádios.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Uma mão de quatro dedos leva a Casa das Idéias

A venda da Marvel Comics para a Disney trouxe uma onda de desespero na comunidade nerd. Temendo a infantilização dos quadrinhos da editora, muitos fãs estão se descabelando pelo mundo a fora. Mas não entrem em pânico!

A casa do Mickey sofre há anos com a queda de vendas da sua linha de HQs, e contrariar os fãs não é uma boa estratégia para mudar esta situação. O que provavelmente irá acontecer é um investimento maior nas linhas infantis da Marvel, como a Next Avengers.

Além disso, o acordo pode beneficiar (e muito!) o desenvolvimento de animações. O que é muito legal, visto que a Marvel está muito atrás da DC neste quesito. Lembre-se que a Disney também é detentora dos estúdios Pixar, conhecida por seus excelentes trabalhos, tanto pelo aspecto criativo quanto técnico. Tenho grandes esperanças que uma série animada de qualidade saia desta parceria.

Sem contar a disponibilidade dos recursos e a infraestrutura da Disney para as adaptações de cinema, dois fatores que influenciam muito a qualidade de filmes. De agora em diante, falta de dinheiro não é mais desculpa para obras de baixa qualidade.

Então, acalmem-se nerds do mundo! O máximo que pode acontecer é a Disney "resetar" a cronologia de um personagem na tentativa de conquistar um público mais jovem, ou reviver alguns personagens uma vez ou outra... ops, a Marvel já teve esta idéia.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Pensamentos de uma tarde fria

Ok, subestimei O Senhor dos Anéis. Baseado nas lembranças que eu tinha da obra quando a li --há uns oito anos, mais ou menos-- sentia um profundo ódio de Tolkien por fazer um livro tão denso. Na época, precisei de muito esforço chegar até o fim da saga. Pois bem, decidir encarar a saga do Anel de novo e tentar descobrir porque tantos a idolatram.

E descobri.

Esta experiência me trouxe uma conclusão: assim como a aventura de Frodo, ler é um caminho paralelo ao amadurecimento. Assim como raros leitores começaram lendo
Os Sertões, poucos se contentaram apenas com Crepúsculo. Mas cada um há seu tempo.

Por isso, recomendo nunca desistir frente a um livro denso. Deixe-o descansando, até se sentir pronto para pegá-lo de novo. Antes confirmar que uma obra é ruim do que perder uma excelente história.

terça-feira, 30 de junho de 2009

O Masp

Quando o Superman precisa de um tempo para si, seja para refletir ou ter um pouco de paz, ele foge para a Fortaleza da Solidão. Localizada em algum lugar no Ártico, ali ele se sente seguro e confortável para clarear sua mente e imaginar um meio de resolver seus conflitos internos. Assim como esse grandalhão de aço, eu também possuo uma Fortaleza da Solidão: o vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp).

Fixado na avenida Paulista, o Masp possui um dos acervos de arte mais importantes do mundo, com obras de Rafael, Velazquéz, Van Gogh, entre outros grandes mestres. Além disso, seu prédio é arquitetonicamente fabuloso, desenhado pela arquiteta modernista Lina Bo Bardi. Sustentado por quatro pilares de 74 metros, o edifício permite aos que passam na avenida uma maravilhosa vista do centro da capital paulista. E justamente essa peculiaridade o torna tão especial para mim.

Admirando aquela paisagem, eu e meus amigos passamos diversas tardes trocando planos para o futuro e rindo das bobagens do cotidiano adolescente, entre um gole de cerveja e um trago num cigarro. Eu sentia como se estivesse no topo do mundo, forte e invencível. Além das boas lembranças, aquele local me inspirou a seguir a carreira de jornalista, me apresentando uma selva de pedra cheia de histórias a serem contadas.

Semana passada eu visitei o Masp novamente, procurando o mesmo sentimento. Para minha surpresa, visitar o vão livre e não me sentir o Superman é impossível.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Dia dos Nerds!!



  • HQs no orçamento do mês.

  • Sábado em frente ao Playstation 2.

  • Madrugada assistindo seriados americanos, desenhos animados ou animes.

  • Discutir com os amigos, numa mesa de bar, lutar com duas espadas com um bando de orcs causa ataques de oportunidade.

Sim, senhoras e senhores, estamos falando dos nerds, movimento no qual me orgulho muito de fazer parte! Trocamos facilmente uma rave por uma noitada de RPG com os amigos e estamos cagando se alguém acha isso esquisito! Feliz dia dos nerds!!!


Vida longa e próspera \o/!!! E muitos critical hits para vocês!


P.S.: Para quem não sabe, hoje faz 32 anos que o mundo conheceu o universo de Star Wars, com a estréia do Episode IV: A New Hope. May the Force be with you!!

terça-feira, 12 de maio de 2009

EIRPG para sempre




Este ano não haverá o Encontro Internacional de RPG (EIRPG). Segundo a organização, a razão para o cancelamento é a queda de público que o evento vem marcando ano após ano.
O EIRPG sempre foi muito mais que um mero evento para mim: era o momento em que eu e meus amigos nos reuníamos e lembrávamos do motivo que nos uniu há quase 10 anos. Devo ao RPG a satisfação de pertencer a um grupo de amigos dedicados e no qual me orgulho muito de fazer parte, além do gosto pela leitura e boas notas em História.
Desde 2000, frequentei o evento anualmente. Experimentei pizzas de farinha; comprei livros de sistemas que nunca cheguei a jogar; embarquei no ônibus das Meninas do Coral de Petrópolis; dividi uma lotação com o Predador e um cavaleiro medieval, que discutiam acaloradamente; conheci diversas pessoas agradáveis, estranhas e um tanto eufóricas; entre tantas outras aventuras que tornavam o EIRPG tão especial.
Resta apenas esperar que, em 2010, o evento volte com força total e faça jus aos tempos áureos, quando foi considerado a segunda maior convenção de RPG do mundo, atrás apenas da Gencon.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Um pouco de mim

Em frente a minha casa existe um terreno baldio. Um pouco maior que um campo de futebol, mal cuidado, inclusive fonte de diversas pragas como ratos e baratas. Mesmo assim o “mato”, como é conhecido, foi cenário de muitos bons momentos da minha infância.
Lembro-me do lugar cheio de crianças soltando pipa, brincando de guerra de mamonas, e caçando algum bicho peçonhento. Quando aquele campo era usado para criar cavalos, certa vez ri por horas quando vi os equinos se acasalando.
Para desespero das mães, o “mato” também era usado como teste de coragem entre os garotos. Adentrar no terreno a noite para buscar uma bolinha perdida durante um jogo de taco era apenas para os mais desbravadores. Desnecessário dizer que nossas progenitoras odiavam ver seus filhos no terreno, a mercê de diversas doenças.
Há alguns dias disseram-me que a situação do “mato” foi regularizada e será construído um condomínio no local. Fiquei triste com a notícia, mas sorri imaginando que, no futuro, encontrarei as crianças do condomínio e direi: “sabia que tudo isso já foi coberto de mato?”