quarta-feira, 22 de julho de 2009

Babá do Anticristo?

"Se você tivesse a oportunidade de matar Hittler no berço, sabendo tudo o que ele traria ao mundo quando crescesse, você o faria?" Essa é a premissa da HQ Demolidor: Diabo da Guarda, escrita por Kevin Smith e com desenhos de Joe Quesada. Este clássico dos quadrinhos coloca o homem sem medo defendendo um bebê que, segundo uma organização secreta, é o próprio Anti-Cristo. Coincidência ou não, no mesmo momento Foggy Nelson, seu melhor amigo, é preso por assassinato e Karen Page, uma ex-namorada, revela uma notícia bombástica.

O que acho mais interessante no Demolidor, e esta história explora bastante, é a sua moralidade dúbia. Para defender os oprimidos, muitas vezes ele se utiliza de recursos pouco nobres, chegando às vezes a assumir uma postura de anti-herói. "Um homem que se veste de demônio para proteger os justos", de acordo com Mefisto. Outro atrativo da obra é a relação do "vermelhão" com a Viúva Negra, que mostra um lado feminino no qual não estamos acostumados a ver. Sem contar o talento de Kevin Smith para escrever histórias em quadrinhos, deixando visível seu fascínio pelo mundo dos vigilantes de roupa colante. Feita de um fã para os fãs.

terça-feira, 30 de junho de 2009

O Masp

Quando o Superman precisa de um tempo para si, seja para refletir ou ter um pouco de paz, ele foge para a Fortaleza da Solidão. Localizada em algum lugar no Ártico, ali ele se sente seguro e confortável para clarear sua mente e imaginar um meio de resolver seus conflitos internos. Assim como esse grandalhão de aço, eu também possuo uma Fortaleza da Solidão: o vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp).

Fixado na avenida Paulista, o Masp possui um dos acervos de arte mais importantes do mundo, com obras de Rafael, Velazquéz, Van Gogh, entre outros grandes mestres. Além disso, seu prédio é arquitetonicamente fabuloso, desenhado pela arquiteta modernista Lina Bo Bardi. Sustentado por quatro pilares de 74 metros, o edifício permite aos que passam na avenida uma maravilhosa vista do centro da capital paulista. E justamente essa peculiaridade o torna tão especial para mim.

Admirando aquela paisagem, eu e meus amigos passamos diversas tardes trocando planos para o futuro e rindo das bobagens do cotidiano adolescente, entre um gole de cerveja e um trago num cigarro. Eu sentia como se estivesse no topo do mundo, forte e invencível. Além das boas lembranças, aquele local me inspirou a seguir a carreira de jornalista, me apresentando uma selva de pedra cheia de histórias a serem contadas.

Semana passada eu visitei o Masp novamente, procurando o mesmo sentimento. Para minha surpresa, visitar o vão livre e não me sentir o Superman é impossível.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Trilhe o caminho do herói (ou não!)

Sabe aquela sensação de querer correr para casa e sentar em frente ao videogame, ou do PC, para passar horas jogando sem se preocupar em acordar cedo no dia seguinte? Fable: the lost chapters causou isso em mim. O jogo mistura RPG e ação, lembrando muito o jogo que encabeça minha lista de favoritos, Zelda: ocarina of time. Porém, com a possibilidade de criar um aventureiro do zero, desenvolver suas habilidades do jeito que você quiser e escolher, sua carreira e se ele será um herói ou um vilão, o que é muito legal.

O game começa quando a vila do personagem jogador, ainda criança, é atacada por bandidos. Apesar de ver sua família destruída, ele não compartilha do mesmo destino, sendo salvo por um mago que o leva para a Guild of Heroes (uma escola de aventureiros). A partir daí, começa-se a moldar o personagem, sua personalidade e suas habilidades.

O grande diferencial de Fable é a influência das ações do jogador na história do título. Salvar vidas e ajudar pessoas faz com que ele seja visto como admiração por onde passa, enquanto roubar e assassinar com frieza o torna um temível vilão. Resumindo, você constrói a vida de um aventureiro de fantasia medieval. É tão bom quanto jogar RPG.
Lançado em 2005 para Xbox, essa versão do jogo é voltada para o PC.

domingo, 31 de maio de 2009

Feito para você esse filme é, jovem padawan


Se você não sabe o que é um lightsaber, nunca se perguntou se Greedo atirou ou não primeiro, e não faz a mínima idéia da diferença entre um Tie Interceptor e um Tie Fighter, fique longe de Fanboys. Mas corra mesmo, porque esse filme para nós, nerds!

O roteiro do filme é voltado para esse público, sem se preocupar se o resto do mundo vai gostar ou não. A história se passa em 1998, seis meses antes da estréia de Star Wars- Episódio I, quando quatro amigos viciados na saga decidem cruzar o país até o Skywalker Ranch (QG do George
Lucas), para assistir o filme da hora. A motivação dos rapazes é o quadro clínico de Linus, um dos integrantes do grupo, que está com câncer e apenas mais quatro meses de vida.

A obra faz diversas referências ao universo nerd, desde a rivalidade entre os seguidores de Darth Vader e os Trekkers, até a timidez desgraçada que costuma nos consumir na hora de xavecar aquela gatinha. É também uma bela história sobre amizade, lealdade e maturidade (ou falta dela, se preferir).

Enfim, a película é impedível. Tanto quanto as aventuras de Luke, Leia e Han Solo. Aliás, se você não tem a mínima idéia de quem são esses personagens, apresse-se: vá para a sessão de aventura da locadora mais próxima, para alugar os seis episódios de Star Wars e não correr o perigo de passar por esta vida sem conhecer essa maravilha.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Can you count, suckers!?

Começando a sessão Filmes que não devemos beijar durante a sessão (viu, Érika?), indicarei o clássico Warriors (1979), conhecido pelos telespectadores notívagos do extinto Canal 21 como Selvagens da Noite.
O filme conta a seqüencia da malfadada reunião das gangues de Nova York, que cuminou no assassinato do líder Cyrus e na perseguição dos Warriors, acusados injustamente de terem cometido tal crime. A obra cativa por mostrar uma NY suja, periférica e violenta. Sem contar com a caracterização exagerada das gangues, como dos inesquecíveis Baseball Furies e os Turnbulls AC's. Outro atrativo da obra é sua trilha sonora sensacional, com muito rock'n roll.

Além do filme, os Warriors ganharam também um jogo estilo GTA, para PS2, que oferece aos jogadores a oportunidade de controlar os desajustados heróis e conhecer os motivos que levaram reunião das gangues, além de expandir um pouco o universo mostrado no filme.

Enfim, a película é de tirar o fôlego e fazer você repetir por semanas a frase "Warriors! Come out to play!!", deixando seus amigos extremamente curiosos para saber de onde você tirou isso.

P.S.: Fiz alguns ajustes e agora não é necessário ter cadastro no blogger para comentar os post. Então, sinta-se a vontade para elogiar, sugerir ou descer o pau (no bom sentido, claro).


segunda-feira, 25 de maio de 2009

Dia dos Nerds!!



  • HQs no orçamento do mês.

  • Sábado em frente ao Playstation 2.

  • Madrugada assistindo seriados americanos, desenhos animados ou animes.

  • Discutir com os amigos, numa mesa de bar, lutar com duas espadas com um bando de orcs causa ataques de oportunidade.

Sim, senhoras e senhores, estamos falando dos nerds, movimento no qual me orgulho muito de fazer parte! Trocamos facilmente uma rave por uma noitada de RPG com os amigos e estamos cagando se alguém acha isso esquisito! Feliz dia dos nerds!!!


Vida longa e próspera \o/!!! E muitos critical hits para vocês!


P.S.: Para quem não sabe, hoje faz 32 anos que o mundo conheceu o universo de Star Wars, com a estréia do Episode IV: A New Hope. May the Force be with you!!

terça-feira, 12 de maio de 2009

EIRPG para sempre




Este ano não haverá o Encontro Internacional de RPG (EIRPG). Segundo a organização, a razão para o cancelamento é a queda de público que o evento vem marcando ano após ano.
O EIRPG sempre foi muito mais que um mero evento para mim: era o momento em que eu e meus amigos nos reuníamos e lembrávamos do motivo que nos uniu há quase 10 anos. Devo ao RPG a satisfação de pertencer a um grupo de amigos dedicados e no qual me orgulho muito de fazer parte, além do gosto pela leitura e boas notas em História.
Desde 2000, frequentei o evento anualmente. Experimentei pizzas de farinha; comprei livros de sistemas que nunca cheguei a jogar; embarquei no ônibus das Meninas do Coral de Petrópolis; dividi uma lotação com o Predador e um cavaleiro medieval, que discutiam acaloradamente; conheci diversas pessoas agradáveis, estranhas e um tanto eufóricas; entre tantas outras aventuras que tornavam o EIRPG tão especial.
Resta apenas esperar que, em 2010, o evento volte com força total e faça jus aos tempos áureos, quando foi considerado a segunda maior convenção de RPG do mundo, atrás apenas da Gencon.