quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Uma história de heróis e de outros nem tanto assim

Produção 100% nacional, Holy Avenger está no meu Top 10 de mangás. Seu maior trunfo deve-se aos personagens muito carismáticos, com personalidades bem desenvolvidas e histórias envolventes. Dificilmente os leitores não se apegam a Lisandra, Sandro, Niele e Tork, além dos diversos coadjuvantes. Outro fator que contribui para minha predileção pela série é seu cenário, o mundo de Arton, do RPG Tormenta, no qual mantenho um carinho especial por ser pano de fundo da maior campanha que já mestrei.

A obra apresenta a druida Lisandra, assombrada com constantes pesadelos envolvendo a morte do Paladino de Arton, o herói mais renomado do continente. Para que seus sonhos não se concretizem, ela sai de sua ilha isolada em busca dos Rubis da Virtude, fonte da vida do guerreiro sagrado. Mas o que a jovem não sabe é que sua aventura faz parte de uma conspiração que envolve os maiores heróis e vilões de Arton. Para ajudá-la em sua jornada, ela recruta o atrapalhado "ladrão" Sandro Galtran, a linda elfa Niele e o rabugento Tork, um troglodita-anão.

A HQ foi idealizada por Marcelo Cassaro, J.M. Trevisan e Rogério Saladino, conhecidos de longa data pelos RPGistas como criadores do RPG Tormenta, e ilustrada por Érica Awano. A série também está disponível gratuitamente pela internet, confiram:

Holy Avenger VR 1 e 2: http://bit.ly/14QkFj

Holy Avenger VR 3 e 4: http://bit.ly/n4HPf

Holy Avenger VR 5 e 6: http://bit.ly/SQySb

Holy Avenger VR 7 e 8: http://bit.ly/PmT3V

Holy Avenger VR 9 e 10: http://bit.ly/wbGi1

Holy Avenger VR 11 e 12: http://bit.ly/Sk9FG

Holy Avenger VR 13 e 14: http://bit.ly/uezXE

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Pensamentos de uma tarde fria

Ok, subestimei O Senhor dos Anéis. Baseado nas lembranças que eu tinha da obra quando a li --há uns oito anos, mais ou menos-- sentia um profundo ódio de Tolkien por fazer um livro tão denso. Na época, precisei de muito esforço chegar até o fim da saga. Pois bem, decidir encarar a saga do Anel de novo e tentar descobrir porque tantos a idolatram.

E descobri.

Esta experiência me trouxe uma conclusão: assim como a aventura de Frodo, ler é um caminho paralelo ao amadurecimento. Assim como raros leitores começaram lendo
Os Sertões, poucos se contentaram apenas com Crepúsculo. Mas cada um há seu tempo.

Por isso, recomendo nunca desistir frente a um livro denso. Deixe-o descansando, até se sentir pronto para pegá-lo de novo. Antes confirmar que uma obra é ruim do que perder uma excelente história.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A luz do Lanterna Verde!


Lanterna Verde: Primeiro Voo é um ótimo ponto de partida para quem tem curiosidade de conhecer a história de Hal Jordan e destes policiais intergaláticos. Também é um ótimo aperitivo para os fãs, que assim como eu, esperam ansiosamente pelo filme.

A animação conta a historia do piloto de testes Hal Jordan, e como ele tornou-se um Lanterna Verde. Cheio de ação, o longa traz diversas referencias das HQs que os fãs irão adorar. Além disso, os personagens foram bem trabalhados -- principalmente o Sinestro -- e cativam ao ponto de se pedir uma sequencia da obra (quem sabe um seriado?).

Por ser meu super herói favorito, tive muito medo que a animação fosse um fracasso (assim como temo pelo filme). Mas fiquei surpreso com sua qualidade e pelo cuidado dado a trama e aos personagens.


terça-feira, 4 de agosto de 2009

Ryu forevis!!

Um clássico dos videogames, a série Street Fighter foi revolucionária por seu pionerismo nos jogos de luta. Não só pela jogabilidade, mas pelos carismáticos personagens, que aliás, cada um tem seu favorito. O meu é o Ryu, que este ano completa duas décadas. Assista agora a homenagem feita ao japonês do "tectecturuguem"!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Babá do Anticristo?

"Se você tivesse a oportunidade de matar Hittler no berço, sabendo tudo o que ele traria ao mundo quando crescesse, você o faria?" Essa é a premissa da HQ Demolidor: Diabo da Guarda, escrita por Kevin Smith e com desenhos de Joe Quesada. Este clássico dos quadrinhos coloca o homem sem medo defendendo um bebê que, segundo uma organização secreta, é o próprio Anti-Cristo. Coincidência ou não, no mesmo momento Foggy Nelson, seu melhor amigo, é preso por assassinato e Karen Page, uma ex-namorada, revela uma notícia bombástica.

O que acho mais interessante no Demolidor, e esta história explora bastante, é a sua moralidade dúbia. Para defender os oprimidos, muitas vezes ele se utiliza de recursos pouco nobres, chegando às vezes a assumir uma postura de anti-herói. "Um homem que se veste de demônio para proteger os justos", de acordo com Mefisto. Outro atrativo da obra é a relação do "vermelhão" com a Viúva Negra, que mostra um lado feminino no qual não estamos acostumados a ver. Sem contar o talento de Kevin Smith para escrever histórias em quadrinhos, deixando visível seu fascínio pelo mundo dos vigilantes de roupa colante. Feita de um fã para os fãs.

terça-feira, 30 de junho de 2009

O Masp

Quando o Superman precisa de um tempo para si, seja para refletir ou ter um pouco de paz, ele foge para a Fortaleza da Solidão. Localizada em algum lugar no Ártico, ali ele se sente seguro e confortável para clarear sua mente e imaginar um meio de resolver seus conflitos internos. Assim como esse grandalhão de aço, eu também possuo uma Fortaleza da Solidão: o vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp).

Fixado na avenida Paulista, o Masp possui um dos acervos de arte mais importantes do mundo, com obras de Rafael, Velazquéz, Van Gogh, entre outros grandes mestres. Além disso, seu prédio é arquitetonicamente fabuloso, desenhado pela arquiteta modernista Lina Bo Bardi. Sustentado por quatro pilares de 74 metros, o edifício permite aos que passam na avenida uma maravilhosa vista do centro da capital paulista. E justamente essa peculiaridade o torna tão especial para mim.

Admirando aquela paisagem, eu e meus amigos passamos diversas tardes trocando planos para o futuro e rindo das bobagens do cotidiano adolescente, entre um gole de cerveja e um trago num cigarro. Eu sentia como se estivesse no topo do mundo, forte e invencível. Além das boas lembranças, aquele local me inspirou a seguir a carreira de jornalista, me apresentando uma selva de pedra cheia de histórias a serem contadas.

Semana passada eu visitei o Masp novamente, procurando o mesmo sentimento. Para minha surpresa, visitar o vão livre e não me sentir o Superman é impossível.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Trilhe o caminho do herói (ou não!)

Sabe aquela sensação de querer correr para casa e sentar em frente ao videogame, ou do PC, para passar horas jogando sem se preocupar em acordar cedo no dia seguinte? Fable: the lost chapters causou isso em mim. O jogo mistura RPG e ação, lembrando muito o jogo que encabeça minha lista de favoritos, Zelda: ocarina of time. Porém, com a possibilidade de criar um aventureiro do zero, desenvolver suas habilidades do jeito que você quiser e escolher, sua carreira e se ele será um herói ou um vilão, o que é muito legal.

O game começa quando a vila do personagem jogador, ainda criança, é atacada por bandidos. Apesar de ver sua família destruída, ele não compartilha do mesmo destino, sendo salvo por um mago que o leva para a Guild of Heroes (uma escola de aventureiros). A partir daí, começa-se a moldar o personagem, sua personalidade e suas habilidades.

O grande diferencial de Fable é a influência das ações do jogador na história do título. Salvar vidas e ajudar pessoas faz com que ele seja visto como admiração por onde passa, enquanto roubar e assassinar com frieza o torna um temível vilão. Resumindo, você constrói a vida de um aventureiro de fantasia medieval. É tão bom quanto jogar RPG.
Lançado em 2005 para Xbox, essa versão do jogo é voltada para o PC.